segunda-feira, 12 de maio de 2008

Emoções, corações e a mulher


Frágil e delicado batimento


Stress, excesso de trabalho, fumo e outros hábitos antes masculinos entram na vida das mulheres e as tornam cada vez mais vulneráveis aos problemas do coração
Os primeiros sintomas do infarto apareceram durante uma palestra sobre turismo para um auditório lotado de executivos. Aos 38 anos, Yanick Valtier Franco sentia fortes dores nas costas e uma azia inacreditável. Bem-sucedida profissionalmente, saudável, magra, esportista e faixa preta de caratê, ela jamais imaginou a possibilidade de ter um infarto durante uma viagem de negócios. E nem sonhava com a colocação de duas pontes de safena e uma mamária para restabelecer a circulação cardíaca. "Só sobrevivi porque tinha um bom condicionamento físico e a resistência de uma camponesa", avalia Yanick. Depois do infarto, ela trocou a vida badalada de superexecutiva por um cotidiano regrado, mais calmo, com tempo reservado para o filho, a leitura e o descanso. "Aprendi a ouvir meu corpo e mudei minha mente", diz a executiva, atualmente supervisora-geral de Novos Negócios do Canal Shoptime. Ela também tirou a carne e a manteiga do prato, acrescentando legumes no vapor e um pouquinho de vinho, além de despedir-se de uma vez do uísque. Caminha todos os dias e continua no caratê. "Meu coração parou nove segundos e eu só pensava no que me ligava à vida, como o meu filho. Percebi que sou mortal e, por isso, valorizo as coisas que me dão prazer", diz Yanick.



Mulheres na mira




A executiva Yanick enfartou há nove anos, quando ainda era menor a atenção dada ao coração da mulher. Hoje é diferente. Não faltam estudos sobre as especificidades da condição feminina e sua relação com os males do coração. E as estatísticas revelam que a preocupação é mais do que justificada. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, em 1990, a proporção de mortalidade por infarto entre mulheres era de 25 por 100 mil habitantes. Em 1997, o índice subiu para 42 por 100 mil. Na base do aumento de males cardíacos entre as mulheres estão mudanças no estilo de vida, com jornadas de trabalho excessivas, alta competitividade, tensão emocional, alimentação inadequada, colesterol alto, hipertensão, sedentarismo e tabagismo, justamente os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares .




Anticoncepcionais


A esses problemas, somou-se a ingestão das pílulas anticoncepcionais. Sabe-se que o estrogênio semi-sintético das pílulas pode levar ao crescimento da incidência de formação de coágulos nas artérias e veias, o que pode interromper a irrigação do músculo cardíaco, levando-o ao infarto (a redução na dose deste hormônio nas pílulas, ocorrida nos últimos 30 anos, no entanto, baixou significativamente esse risco). Não bastasse, no período que antecede a menopausa, chamado de climatério, os riscos para o coração se elevam. É fácil entender por quê. O hormônio estrogênio fabricado pelo próprio corpo da mulher é um grande aliado do coração porque estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo, mesmo quando já existe o depósito de placas de gordura estreitando seu calibre (arteriosclerose). "Após a menopausa, a proteção hormonal oferecida pelo estrógeno produzido pelos ovários diminui, aumentando as chances de doenças cardio-vasculares entre as mulheres", explica o cardiologista Antônio de Pádua Mansur, coordenador do Núcleo de Estudos do Coração da Mulher (Nepcom), do Instituto do Coração, em São Paulo.A vida sedentária que muitas mulheres levam hoje também conta muito. A praticidade do carro, o telefone celular e a agenda sempre lotada acabam impedindo as mulheres de adotar atividades em que possam exercitar o corpo. É uma péssima novidade na vida feminina, historicamente acostumada a fazer muito exercício, mesmo que fosse enquanto lavava roupa ou levava os filhos para um passeio. E, por outro lado, a ciência confirma cada vez mais a importância do exercício. Para se ter uma idéia, um estudo feito pelo Instituto Nacional de Saúde Americana, nos Estados Unidos, mostrou que caminhar diariamente 30 minutos reduz em 40% as chances de ataques cardíacos para homens e mulheres. "Se duas mulheres com a mesma idade e problema de saúde forem internadas, a sedentária ficará no hospital o dobro do tempo daquela que pratica alguma atividade física regular", assegura o médico Nabil Ghorayeb, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia





Prevenção




A melhor maneira de prevenir as doenças cardiovasculares é cultivar hábitos que melhorem a saúde .As mulheres que possuem casos de doenças cardiovasculares na família devem começar a fazer exames de colesterol e pressão a partir da adolescência. O mesmo vale para aquelas que não possuem problemas na família, mas apresentam fatores de risco pessoais, como tabagismo e sedentarismo. Nem sempre, porém, a prevenção é suficiente para evitar ataques cardíacos. Nesses casos, podem entrar em ação drogas potentes e já disponíveis no mercado, desenvolvidas para combater os fatores associados às doenças cardiovasculares como as vastatinas (contra o colesterol) e anti-hipertensivos (contra a pressão alta). Outra aliada da prevenção é a aspirina (ácido acetilsalicílico). "Estudos mostram que o uso diário de aspirina por tempo prolongado reduz em cerca de 30% a 40% as chances de novos episódios agudos de angina, infarto e morte súbita", garante o cardiologista Antônio Mansur.
Intervenção Entre as medidas de intervenção pós-infarto estão a angioplastia, que consiste no desentupimento mecânico das artérias coronárias com o uso de trombolíticos - substâncias que dissolvem os coágulos do coração. "Para diminuir as chances de reincidência da formação de coágulos, a angioplastia ganhou o reforço do Stent - uma prótese de aço inoxidável que alarga a artéria entupida e reduz as chances de que ela seja obstruída novamente", explica o cardiologista Expedito Ribeiro. O mais importante, no entanto, é que as mulheres se conscientizem de que somente com a mudança de hábitos poderão deixar o coração bater mais feliz.





(Texto retirado da revista Isto É!)









Principais Inimigos







COLESTEROL ALTO




Existem dois tipos de colesterol: o HDL (colesterol bom) e o LDL (colesterol ruim). O excesso deste último leva ao estreitamento e ao entupimento das artérias coronáriasFUMOA nicotina e o monóxido de carbono - agentes liberados pelo cigarro - diminuem o calibre dos vasos sanguíneos, dificultando a passagem de sangue .






PRESSÃO ALTA



A relação entre os níveis de pressão arterial e a incidência de doenças coronárias é diretamente proporcional. Quanto mais alta a pressão, maior é o risco do aparecimento da doença.





SEDENTARISMO





Juntamente com o tabagismo e a hipertensão arterial, a inatividade física é um dos mais importantes fatores de risco para as doenças cardiovasculares.






OBESIDADE





Perder peso pode ser uma medida de muita importância para o controle de problemas como diabetes e colesterol elevado, intimamente relacionados ao desenvolvimento e à progressão de doenças cardiovasculares.






STRESS




O stress, ou tensão emocional, é um mal que atinge muitas mulheres. Para as que possuem problemas cardíacos ou pressão alta, o stress pode agravar a doença e dificultar o tratamento.










Como se evitar as doenças cardiovasculares...



  • Consulte um médico e controle permanentemente as taxas de seu colesterol;



  • Pare de fumar e procure ajuda médica se não conseguir;


  • Consulte um médico para avaliar e controlar periodicamente a pressão arterial ;



  • Mantenha uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e fibras. Evite o consumo de alimentos frios ou gordurosos. O consumo de sal e de bebidas alcoólicas também deve ser evitado.


  • Controle o peso ;


  • Irritabilidade, insônia e queda de rendimento podem ser um alerta;



  • Controlar melhor as emoções, dividir tarefas e responsabilidades, bem como planejar melhor suas atividades, ajudam você a prevenir o stress .

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Quem sou eu

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Litoral Norte, São Paulo, Brazil
Bem, sou mulher,meio bruxa, meio fada,carente, vivida,hetero,chorona, menina, com crises de TPM,defensora ativa dos animais,trabalhadora,pós graduanda,morena clara, moradora do litoral norte de sampa, ecletica, escorpiana,com medo de dentista, cozinheira de mão cheia,pintora, louca por leitura, um pouco porra-loka,não fumante e tambem nao bebo bebidas alcoolicas, louka por sapatos, gosto de boa musica mas odeio pagode, sertanojo e funk,relaciono-me com pessoas que além de me transmitirem-me bem - estar, possam passar-me algum conteudo cultural....e no atual momento estou vivendo uma paixão platonica. Resolvi criar este blog com a intenção e tentar explicar o ser chamado "mulher" e informa-las sobre assuntos que percorrem o mundo feminino.Pretendo também não só falar da violencia domestica, mas do amor incondicional, de poesias, de mães, mulheres, meninas, crianças,de moda, cozinha, do imperialismo machista nos dias atuais, de DSTs, aborto, gravidez e assim por diante....